O Rio de Janeiro foi palco de um dos movimentos teatrais mais importantes da história do Brasil: O TEN – Teatro Experimental do Negro, idealizado por Abdias do Nascimento. Após o surgimento do TEN, o teatro nacional não seria e não é mais o mesmo, pois ele fortaleceu e inspirou a criação de inúmeros movimentos teatrais que buscavam fomentar a arte negra a nível nacional e internacional.

Inspirado nos projetos “A Cena tá Preta” (Salvador/BA), “Segunda Preta” (Belo Horizonte/MG) e “Segunda Crespa” (São Paulo/SP), nasce a Segunda Black, com o compromisso de atuar garantindo que centenas de profissionais da arte negra encontrem um espaço para performances e estudo, onde a convivência com diversas formas de atuações aconteça de fato, permitindo o contato com artistas e pensadores negros, reavivando sempre a nossa capacidade de produzir.

O Rio de Janeiro está sendo palco de mais um movimento que visa unir artistas e pensadores da arte negra, fomentando a ocupação de espaços como verdadeiros pontos de encontro, uma cidade com vasta pluralidade de artistas, coletivos, e projetos relacionados à pesquisa artística, é de suma importância ter um espaço de concentração e troca como a Segunda Black.

O nascimento do projeto e sua concretude estão atrelados ao propósito do Teatro Experimental do Negro defendido pelo seu idealizador Abdias do Nascimento:

“(…) o TEN (Teatro Experimental do Negro) instaurou o processo de revisão de conceitos e atitudes visando à libertação espiritual e social da comunidade afro-brasileira. Processo que está na sua etapa inicial, convocando a conjugação do esforço coletivo da presente e das futuras gerações afro-brasileiras”.

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